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RETIRO SAMHAIN

VAGAS LIMITADAS

(Programa ainda sujeito a ajustes)

 

Na tradição celta o velho ano acaba e o novo começa pelo Samhain, pois ao morrer, a vegetação lança à terra as sementes que trarão de volta o ciclo da vegetação, o ciclo da vida, à medida que, com o giro da grande roda, se eleva no céu a nossa estrela.

Samhain é tempo de finais, de deixar ir o que já perdeu vida, invocando a Senhora da Foice e da Boa Morte, Transformação e Renascimento. Tempo de desapego e de limpeza, de cura emocional, de cuidados com a nossa alma e com a de outras que deles precisem. Tempo de confronto com a nossa Sombra, com a verdade mais profunda de quem somos.

Tempo de Finadas e de Finados, de honrar as pessoas amadas que já não estão nesta dimensão, de receber a bênção do seu amor e sabedoria, de celebrar as suas e as nossas vidas.

Neste intervalo, que vai do dia de Finadas/os até ao S. Martinho, uma celebração que se enquadra ainda no mesmo espírito e que conserva muito da mesma intenção, que é a de celebrar o fim de mais um ciclo da vida física e a vida eterna do espírito, em que convivemos com, honramos e celebramos a vida de quem partiu para outra dimensão, sentindo-nos parte da mesma comunidade, da mesma alma familiar, convidamos-te a vir connosco viver esta experiência única e transformadora onde, entre outras actividades, convidamos-te a:

  -  reconhecer e honrar as nossas mortes, acolhendo a cura e o renascimento;

  -  percorrer a Estrada da Morte

   fazer o percurso do Labiritnto das e dos antepassados

   realizar a sua ceia...

   criar e percorrer o Labirinto das Almas

   criar um Caminho das Almas...  

 

O local dispõe de alojamento e fornece refeições (necessário reservar)

 

Testemunho 

Vivenciar o Samhain num círculo de mulheres é entrar numa dimensão onde o passado e o presente do nosso feminino é vivenciado numa dança sagrada de mistérios e descobertas.

Pessoalmente este tempo sempre me tocou bastante.

Descer ao útero da grande Mãe Divina e ser acolhida e guiada pela mão da Deusa Atégina, é fazer uma jornada ao encontro das sombras, do desconhecido e do poder da ancestralidade.

Criar e fazer o caminho no labirinto ao encontro do outro lado do véu e ouvir as vozes e mensagens da sabedoria ancestral, é a magia da descoberta da imortalidade.

Ajudar na cura da Mãe Terra, criando um altar na natureza, ofertando, dançando e partilhando dádivas é poder ser una com uma verdade esquecida.

Ajudar a criar e abrir portais de passagem para entidades perdidas no apego do seu passado é contribuir para o equilíbrio do sistema e o reconhecimento do legado deixado por quem partiu.

É uma tarefa para mulheres sacerdotisas ao serviço da Deusa.

Cear com a ancestralidade é o regresso ao doce crepitar da lareira, aos sabores da cozinha das avós, ao cheiro das adegas do vinho, da sacralidade das vinhas e das conversas aquecidas pelo fogo das experiências de quem vem antes de nós. É ser embalada pela Deusa Héstia, por uma noite.

Fazer a viagem até ao Jardim das Hespérides é conhecer o caminho ao encontro do barqueiro de Atégina, ao paraíso do jardim das maçãs de ouro e ao abraço da guardiã sagrada do rio da morte.

É tomar consciência, que o fim é sempre o início de mais uma etapa na evolução do Ser, É voltar a ser una-o com o todo.

É vir do útero da  Mãe Divina para regressar de novo ao seu útero cósmico.

Viver o Samhain é ter a oportunidade de fazer a preparação para entrar no inverno da vida, no subconsciente da mente, nas sombras do coração, na humidade e escuridão do útero e iniciar mais um processo de morte e transformação para um renascer na próxima primavera.

Mariette Capinha