293710700_10228104296903237_1664628366586332421_n.jpg

LAMMAS

FESTIVAL DAS PRIMEIRAS COLHEITAS

Tempo de Honrar e Celebrar a Deusa no Seu aspeto Mãe Criadora, a quem desde tempos imemoriais, são oferecidos bolos

O verão está agora no seu auge. Os primeiros cereais já foram colhidos, bem como alguns dos frutos. As hortas exibem por todo o lado a bela frescura dos legumes, com notas de vermelhão alegrando a gama dos verdes das alfaces, couves, pepinos e feijões, bem como o amarelo das flores da abóbora, a que em breve se seguirão os tons de laranja dos seus frutos opulentos, tom já visível nas cenouras que transbordam da terra dos canteiros.

Foi a água dos rios, poços e nascentes que permitiu o milagre da vida despontando, florescendo e frutificando no meio da secura geral imposta pelas altas temperaturas e ausência de chuvas. As ervas vão paulatinamente ressequindo na paisagem, com as sementes maturando pelas longas tardes estivais.

Tempo de abundância, em que o nosso sentimento dominante é de Gratidão por tudo o que a Mãe prodigalizou para nós, todos os alimentos, todo o Seu amor e apoio para que na natureza e na nossa vida aquilo que foi semeado, sonhado e projetado atingisse o ponto da manifestação.

Tempo pois de celebrar, agora com mais vagar do que nunca porque temos férias, calor e longos dias intermináveis. Celebrar como as nossas antepassadas e os nossos antepassados, sendo generosas e generosos, repartindo o que temos, dando e recebendo, aprendendo a receber.

A Deusa no Seu aspeto Mãe, a Grande Criadora, Senhora do Grão, Caria, Broénea, Senhora do Ó, Senhora do Leite, Senhora do Fetal, Senhora do Parto, Mãe da Abundância, Grande Protetora e Propiciadora das boas colheitas, é honrada neste festival, um dos que se conservam mais vivos na memória e na tradição popular, com festas em Sua honra a acontecerem nestes domingos de verão por todo o lado. Festas onde, tal como no passado, se continua a oferecer à Deusa Mãe bolos brancos, como o Seu leite de que a vida se alimenta, ou bolos com a forma da Sua vulva, o portal da vida, cuja importância para nós seres humanos foi desvalorizada e por isso se lhes chama agora “bolos de ferradura”.

O Templo realizará, entretanto, uma celebração aberta ao público a 31 de Julho, com início pelas 16 horas. 

Muitas bênçãos de abundância para todas e para todos!