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SAMHAIN

MORTE, TRANSFORMAÇÃO E RENASCIMENTO 

O Samhain é o ano novo celta, a época da terceira e última colheita do ano, essencialmente da negra e preciosa azeitona e da castanha. A fartura do ano é colhida e processada para que possamos manter-nos durante o inverno. Qualquer coisa deixada na árvore após o Samhain aí fica como uma oferenda à terra para que nutra o solo e reabasteça o espírito da natureza.

O Samhain é o portal da morte do ano velho e do nascimento do novo. É a iniciação energética do inverno, a expiração final da terra antes do merecido descanso, do pousio, quando a vida, no hemisfério norte, se volta para dentro e fica adormecida antes que o sol "renasça" e cresça novamente.

À medida que os dias vão ficando mais curtos e o fogo se recolhe, refletimos sobre os desafios do ano que agora termina. Esta é a hora de contarmos as nossas bênçãos, apesar de tudo o que nos possa ter sido tirado ou alterado na nossa vida.

Com os véus entre dimensões mais ténues, este é o momento de nos sentirmos mais próximas/os e de manifestar o nosso amor e cuidado a quem partiu, mas permanece na nossa lembrança e no nosso coração. E é também altura de honrarmos as nossas antepassadas e os nossos antepassados, em gratidão pela herança que nos deixaram, cuidando da alma familiar, e de outras que precisem, celebrando com eles e com elas a nossa colheita, bem como as suas e as nossas vidas.

A vida é cíclica e a Mãe Natureza mostra-nos como celebrar o que aumenta a nossa força vital e o que precisa de ser eliminado para renascermos de novo, com a Deusa Negra, guardiã das Sombras, guiando-nos os nossos processos de desapego, de transformação da velha forma e de profunda libertação.